• Alda Neiva

O nascimento da ultra-fast-fashion



Maravilhosas, hoje temos que ter um papo um pouco mais sério aqui!


Sempre me defino como uma defensora de um consumo mais consciente e mais ético. Até meu TCC de pós-graduação foi seguindo essa linha, quem lembra? Tem post sobre isso aqui no feed.


Por esse motivo, quando li essa notícia sobre a C&A no Twitter fiquei chocada, pra dizer o mínimo. O que um reality show + pandemia + fandom + consumismo exacerbado não são capazes de fazer?


A marca acho que todo mundo aqui já conhece, né? Já comprou, ou até mesmo fez o infame cartão C&A 🤣 Sempre foi uma grande referência de fast-fashion no Brasil.


O que define uma fast-fashion? Fabricar em larga escala modelos parecidos, segundo tendências mais atuais de consumo. É um padrão de produção e consumo no qual os produtos são fabricados, consumidos e descartados – literalmente – rápido.


Essa é uma grande armadilha na qual muitas mulheres caem, pois sentem a urgência de consumir e comprar, mesmo que não tenha muito a ver com o seu guarda-roupa e estilo. E acabam com peças que usam pouquíssimas vezes e são descartadas, gerando mais lixo e poluição no mundo.


Se no modelo convencional já é problemático, imagine um modelo de coleção completa pra venda em 24h?


“Para levar esse projeto adiante, a varejista criou uma “linha de produção” que envolve 120 profissionais das áreas de estilo, logística e também os chamados “buscadores de tendência”. Com as informações da internet em mãos, os estilistas precisam criar uma peça que deverá estar disponível para pré-venda em 24 horas no site da companhia.”


Como encaixar o trabalho honesto de criação, planejamento e confecção em 24h? Você já pensou o que você consegue fazer em apenas 24h?


Pela forma como estamos consumindo informação de moda, é tempo suficiente para criar uma urgência nas pessoas e convencê-las a comprar, isso é fato. O que acaba não sendo justo nem para os profissionais, nem para o consumidor!

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